Alcântara – História, Cultura e Turismo

Conhecer Alcântara é viajar pelo tempo e esquecer que o mundo faz barulho. Encravada à entrada do Golfão Maranhense, a cidade serve de opção para quem deseja tranquilidade e beleza histórica. Alcântara apresenta um valioso patimônio arquitetônico, lembrança de sua colonização portuguesa. Seus casarões revelam o glorioso passado de uma cidade abastecida de barões exploradores do arroz e do algodão no século XIX.

A velocidade do século XX pouco adianta. O ritmo das ruínas e casarões resistentes em Alcântara dita uma outra noção de tempo e em poucas horas de convívio com a cidade tudo começa a se arrastar A ausência de pressa é também um dos principais atrativos, condição essa necessária até para que se possa conhecer a cidade, que é praticamente calçada com pedra tipo cabeça de negro, e possui cerca de 370 prédios, entre casas, ruínas e casarões, 10 ruas e algumas praças e travessas.

A cidade nasceu da aldeia dos índios Tupinambás. Os franceses que na época ocupavam São Luís, por lá também namoraram e mantiveram boas relações com os índios. Com a expulsão dos franceses pelos portugueses do Maranhão, a história mudou um pouco e o domínio luso no reino Tupinambás foi recheado de conflitos e mortes.

Em 1648, Tapuitapera,  a antiga aldeia aldeia Tupinambá, é elevada à categoria de Vila com o nome de Santo Antônio de Alcântara, com direito a instalação dos primeiros engenhos de açúcar. A cidade então passou a representar a quarta potência econômica da colônia.

Com isso, os filhos dos barões iam estudar na Europa e voltavam para passar suas férias na Vila, influindo nos costumes e na vida de todos. Em 1865 inicia-se a decadência, com o incremeno da indústria açucareira. Nos últimos dias da opulência, Alcântara sofre um dos seus primeiros confiscos, ou melhor, roubos. O Governo da República praticamente confiscou tudo que sobrou da antiga grandeza da cidade, como pratarias das Igrejas, uma fortuna em arte moldada em boa prata portuguesa.

Símbolo da era do apogeu do Maranhão, hoje a cidade vive entre o presente e o passado, sendo palco de inúmeros acontecimentos históricos. Depois que foi tombada pelo Patrimônio Nacional, Alcântara por sua posição geográfica estratégica, foi escolhida para abrigar a mais moderna base de lançamentos de Satélite da América Latina. A Base de Lançamentos de Alcântara trouxe “modernidade” ao município e uma certa infra-estrutura, como a da necessidaded melhoria dos hotéis e restaurantes A 7 Km da sede, a base não interfere diretamente no processo cultural da cidade, nem tão pouco na tranquilidade dos turistas e é comum encontrar militares cirulando pela cidade.

O calendário de passeio alcantarenses dura o ano todo. Mas se você pretende também conhecer as principais festas do município, é importante agendar o mês de maio, para conhecer uma das mais tradicionais festas de Alcântara, A FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO. A festa dura dez dias, indo da véspera da Ascenção ao domingo de Petencostes, e é animada com missas, ladainhas, procissões e muita música e bailes, principalmente de reggae, nos clubes que improvisados que se instalam na cidade.

A festa celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e foi instituída pela rainha D. Isabel, em Portugal, no século XII. Originada do Bodo(distribuição de esmolas), o Divino possui uma sériede rituais que vão desde o hasteamento do mastro, rufar de caixas, cantos solenes, passando pelo altar enfeitado de rendas, até as visitas recíprocas dos membros do Império, instaurado durante a festa. O Imperador e a Imperatriz são os principais personagens desse Império profano-religioso. É o momento que a cidade mais atrai turistas e a animação toma conta das ruas e do silêncio alcantarense. Pelo lado religioso, as procissões ao som das caixeiras dão o tom devido à festa. Por outro lado, o reggae e outros ritmos balançam os visitantes pouco interessados  no importante momento de fé vivido pelos mordores da cidade.

Outro momento em que se pode conhecer Alcântara e suas representações religiosase culturais, é durante a FESTA DE SÃO BENEDITO que acontee no mês de agosto, menos corrida que a do Divino, São Benedito é uma atração a parte, pois é realizada predominantemente pelos negros da região, com ênfase ao tambor-de-crioula, som típico do Maranhão, pelo qualos fiéis homenageiam nesse caso, a São Benedito.

A cidade também oferece um belo conjunto de praias e ilhas-esconderijos da natureza. Basta conferir praias e ilhas DOS BARCOS, BARONESA, ILHA DO LIVRAMENTO, DO PERU, ITANTINGA, entre outras. Outra alternativa é a Ilha do Cajual, a uma hora de barco da cidade, onde pode-se encontrar ma área de manguezal de grande valor ecológico, que abriga guarás, uma ave avermelhada de rara beleza, ameaçada de extinção, e outra preciosidade de Alcântara.

Para chegar na cidade, basta atravessar a Baía de São Marcos em barcos que partem do Cais da Praia Grande. A viagem dura cerca de uma hora, e pode-se voltar no mesmo dia. as o que vale é desfrutar da noite em Alcântara.

Roteiro Turístico:

  • Porto do Jacaré
  • Ladeira do Jacaré
  • Praça da Matriz
  • Pelourinho
  • Casa da Câmara e Cadeia
  • Casa do Imperador
  • Fontes das Pedras
  • Capela dos Desterro
  • Igreja de São Matias
  • Igreja Nª Sra. do Rosário dos Pretos
  • Igreja e Convento do Carmo
  • Museu Histórico e Artístico de Alcântara
  • Museu da Base de Lançamento de Alcântara
  • e as mais diversas ruínas.
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